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terça-feira, 23 de junho de 2015

Sonhos.

Os sonho são outros.
Não creio, por que os sonhos são os mesmos, o tempo sim é outro.
Outro dia, outra fase, outra época.
Mesmo gosto, gostos novos.
Velho endereço...endereço, adereço novo.
Cabeças pesadas por cabeleiras longas.
Cabeça leves de ideias vazias, falta de cabelo.
Mas os sonhos, os não cumpridos, metas. esse são os mesmos.
Parece até ideia fixa.
Poderia ser senão desejo.
Mas o tempo voa tão rápido quanto o vento.
E não me dá alento...
Assim não consigo, metade do que imagino.
Mas sim os sonhos podem ser outros, últimos melhorados por que não?
Lista longa e mais longa.
Lista curta indica pessimismo...ou fim de caminho.
Isso é o que nos impulsiona.
Sonhos, sonhos. Sonhos.
Falta tempo, falta folego.
Mas não falta sonhos mesmo que outros em outras
épocas
em teus tempos
e em minhas fases.
 
Mas sonhos sempre sonhos alimento do tempo.
 

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Apenas um pouco de...

Incrível como as coisas mudam no caminhar dos ponteiros do relógio, tudo que nos cerca pode ir de castelos a ruínas num simples mover de casas. Talvez seja um tanto quanto ingênuo achar que as coisas devem e vão manter se em sua tediosa constancia. (Nem sempre este tédio é algo ruim, prefiro o tédio que estava ao caos que se torna). Sempre acreditei em minha própria flexibilidade, mas certas vezes creio que num girar, girar, caminhar, mover e girar, again, me pego em meio minha própria tontura, perdido entre coisas que giram em meus e meus pensamentos. There are some things that are just too banal for me to take knowledge of. But to live certain dramas and to live life the way it becomes, sometimes is unavoidable.

Não vou parar para discutir coisas que fogem de minhas próprias mãos ou do controle “divino” do que é e do que se torna, realmente há coisas e acontecimentos que não controlamos. E às vezes manter-se ao lado observando é o que podemos fazer. Most of times we need to turn our backs to things and persons. Times I do feel the need to take the second option, just walk away, it does hurt less.

Sinto-me sim às vezes desapontado com as pessoas em geral e principalmente com as pessoas que amo, mas isso. Creio que é minha própria culpa. Talvez por esperar, outras atitudes, talvez por acreditar demais, que as pessoas sejam diferentes ou que se tornem melhores a cada dia como eu mesmo tento. Call me naive, but it is the way I am. I’m a believer, and because of that sometimes I do have to swallow (don’t be a smart ass).

Bem, a verdade é que às vezes temos que nos proteger da maneira que encontramos e seja ela qual for às vezes é única maneira de manter um pouco de sanidade ou controle de suas próprias coisas, vida e ações. É se garantir de futuros constrangimentos e decepções. Eu não sou muito de ficar remoendo fatos e acontecimentos, sigo meu caminho vagaroso como o caminhar dos intermináveis segundos. Um risquinho a cada passo. E raramente tomo a decisão de nunca mais olhar para trás e quando o faço é pra valer. (Dicótomo). Whatever I was, whatever I became and will become it is a different history. Cause life will continue in the stillness silence or unavoidable chaos.

Stillness Of Heart

I'm out here on the street
There's no one left to meet
The things that were so sweet
No longer move my feet
But I keep trying
I keep on trying

All that I want is
Stillness of heart
So I can start
To find my way
Out of the dark
And into your heart

I got more than I can eat
A life that can't be beat
Yet still I feel this heat
I'm feeling incomplete
What am I buying?
My soul is crying

2x
All that I want is
Stillness of heart
So I can start
To find my way
Out of the dark
And into your heart

Where's the love?
What is this world we live in?
Where's the love ?
We've got to keep on giving
Where's the love ?
What happened to forgiving ?
Anyone ?

All that I want is
Stillness of heart
So I can start
To find my way
Out of the dark
And into your heart.

http://www.goear.com/listen/9f63f3e/stillness-of-heart-lenny-kravitz

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

A question

Sempre ouvi dizer que somos feitos de sonhos, são nossos sonhos e desejos que nos impulsionam pra frente e nos transformam ao longo da vida; o que éramos para o que seremos, mas nestes últimos tempos tenho apenas uma pergunta na cabeça:
Se o homem é feito de sonhos, o que acontece com ele quando seus sonhos morrem?

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Será que foi um sonho?!

Hoje eu vim te visitar menino, sentada nesta poltrona laranja no lugar aonde um dia foi meu quarto te observava rolar de um lado ao outro da cama. Era como se eu pudesse ver, dentro de teus pensamentos, o que te tirava o sono, várias imagens confusas eu via ali e elas me davam até aflição.

Senti que mais uma vez ela estava aqui em minha casa, deitado em minha cama sem conseguir dormir por pensar em várias coisas que acontecem em minha vida, sentia a presença dela sentada na poltrona laranja em minha sala, ela estava com uma cara triste, meio que preocupada, eu não sei dizer ao certo se a vi ou se era sonho, na verdade não sei nem dizer com quem ela se parece, isso me deixa aflito.

Levantei de onde estava sentada e com dificuldade andei até sua cama, sentei-me ao teu lado e comecei afagar tua cabeça, queria que você soubesse que apesar de sentir se só tinha alguém estava aqui com você, alguém que não quer nada além do teu bem, sem mesmo te conhecer bem. Aliás, eu te conheço melhor do que imagina, talvez melhor até do que todos que estão ao teu lado. Eu acordo com você cantando todos os dias, conheço o teu andar de um lado pro outro quando está preocupado, e entendo tuas aflições, todas as manias que tem e todos teus sonhos.

Senti que ela vinha andando até mim, ouvia o som de seus passos arrastando uma das pernas em direção a mim, senti o peso do corpo dela sentar ao meu lado na cama, e o “calor” de sua mão em minha cabeça. Não tive medo, pois tudo parecia um sonho. De repente me sentia querido, uma sensação de conforto me recobriu.

Dorme menino, acalme esse coração, as coisas, uma hora ou outra, acontecem. Não dá pra perder a cabeça, pois ela está grudada, assim como o todo o resto que gruda na gente, o passado e quem passou fazem parte dessas coisas que agente não desgruda, sentir saudade não é feio ou ruim, faz parte assim como partir, eu sinto falta de muita coisa, sinto saudade de tantas outras, e não tenho vergonha disso. Mas você deve seguir seu caminho sem ter medo da vida ou olhar pra trás com arrependimento deixe sempre no canto da boca um sorriso.

Certo alívio acalentava meu coração, percebi que não adianta querer fugir de certas coisas, elas sempre estarão presentes dentro de mim mesmo eu querendo ou não e sei que não é feio ter medo da vida ou sentir saudade de coisas e pessoas que já passaram, não se arranca a cabeça pra esquecer o que está embutido na gente isso seria morrer. Neste momento que vivo hoje olho pra trás com um sorriso no canto da boca, pois apesar de tudo, o passado e quem passou, não foi de todo ruim, afinal existe tanta coisa boa grudada em mim.

sábado, 7 de novembro de 2009

O ciúmes é uma causa perdida de que todos querem participar.

De repente ele se viu só, a música já não estava mais tocando, existia apenas o som dos carros passando na rua, a moto que explodia seu escapamento, numa rua tão curta, com raiva esperava que um carro viesse de frente e partisse o motoqueiro ao meio. Isso era maldade demais, mas se sentia assim um tanto quanto mal naquela manhã.

O cheiro do teu perfume, o qual você levou um tempão pra escolher, ainda estava no ar, e de certa forma isso lhe dava um pouco de aflição, o ciúmes é uma causa perdida da qual todos querem participar mesmo que involuntariamente.

O sol brilhava lá fora, mas em sua mente havia uma tempestade de pensamentos, insegurança. Olhou para a caneca ao lado e pensou em tomar um gole de seu café, mas olhando bem dentro da caneca viu uma formiguinha que tentava não se afogar, pensou em ser “bonzinho” e retira-la de dentro da caneca, mas ele estava mau naquela manhã e decidiu assistir seu esforço por um tempo até que insatisfeito foi até a pia e abriu a torneira virando tudo ralo abaixo. Lembrou do veneno que sua amiga lhe deu; pensou em seu próprio veneno, achou que ele não servia para nada tinha efeito passageiro e passageiro ele se sentia nessa nova viagem.

Ascendeu mais um cigarro, já era o terceiro na seqüência, se sentia um tanto quanto estúpido por sentir tanta aflição, sabia que tinha sido duro demais quando falou que você não poderia voltar pra dormir lá, mas na verdade nem ele mesmo sabia o porquê tinha dito isso. Pensou em ligar pra você e dizer que tinha se enganado, mas achou melhor esperar que as coisas se acalmassem. Dentro dele ele sentia;

Talvez fosse o maldito ciúme, talvez a maldita insegurança, talvez sua própria tolice.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Confissões

Falo baixo em teu ouvido quase como um sussurro de confissão...
Confissão de um desespero tímido que tomou meu coração,
começa como garoa fina como vi naquela idade.
Cresce como chuva forte e vai virando tempestade.
Molha mil beijos de bocas quentes,
entreabertas e carentes.
Mastigando meu silêncio, apressado em vaidade.
Amor pequeno talvez até de falsidade.
Talvez como quem se faz um favor como uma auto-piedade.
Corri quarteirões inteiros de água do mar debaixo de chuva,
Observo enxuta,
em espelho de reflexo das confusões desta cidade
Reflete minha face ao fundo de teus verdes olhos em saudade.
Pura tolice de corações.
Também compreendo tuas confissões.
Mas sei que é melhor assim,
Enquanto de olhos abertos ainda olhas pra mim.



(Pouca vaidade não é bom, vaidade em excesso é muito pior)

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Foda-se

Ufa! Que coisa né? É bom sentir se leve, de uma forma esquisita talvez, mas já nem me importo mais. Não sei o que tem acontecido, mas tenho dito muitos “foda-se” ultimamente. E acho ótimo, ótimo por que eu andava muito preocupado com coisinhas bestas. Minhas aulas na faculdade já re-recomeçaram, minhas aulas no cursinho também, tenho feito dois turnos no “caminho da sabedoria” e aonde este caminho vai me levar? Foda-se! Não sei, eu só sei que hoje, vou de peito aberto pra qualquer direção. Conheci umas pessoas que me afeiçoei muito rápido, esse é meu novo “moto”, vou destrancar todas as portas. Abrir todas as janelas e deixar a luz entrar se é do sol ou da lua, foda-se.
É bom não ter mais aquela maldita aflição (bipolar, daqui a pouco pode aparecer outra fase, mas foda-se), na verdade ando meio cansado e hoje ainda é terça feira, mas foda-se. Peguei muito transito hoje por causa da chuva, escorreguei e cai no centro da cidade, plena Praça da República, naquela água suja do vai e vem do pisar das pessoas, levantei olhei em volta todos olhavam debaixo dos guardachuvas, comecei rir sozinho e continuei meu caminho. Esse semestre terei apenas aulas que não curto, tenho pouca grana pra sair para baladas, nunca me senti tão VIP (very incredible poor), comprar regalos para mi pies, que gosto tanto, vai demorar um pouco. Mas meu, de verdade, seja lá o que acontecer daqui pra frente. FODA-SE!

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Pare.Olhe. Escute.


Pare, não mova um milímetro nem pra lá, nem pra cá.
Olhe, em meus olhos quando falo com você.
Escute, o som que de dentro do meu peito pulsa.
Parado. Olhando em teus olhos. Escutando tua voz.
Penso em quanta besteira foi dita, por minha boca e pela tua, por não querer escutar.
Pense em quantos passos errados foram dados, em caminhos opostos em direção ao nada.
E cada vez mais longe,
escuto que dentro de mim ainda existe algo.
Que fica inquieto.
Que fica cego.
Que fica surdo a todo resto, quando você está por perto.
Então parado tento fazer sentido daquela voz que me pede pra fechar os olhos ao passado.
Mas ele me faz alvo, me perseguindo rápido sem dar ouvidos ao meu lamentar.
Eu te coloquei nesta situação por não conseguir enxergar.
Eu me tirei desta situação por não querer escutar.
E assim sai disso tudo por não querer parar.
Sei que um dia foi isso que te pedi... Mas hoje faço tudo ao contrário.
Não paro. Não olho. Não escuto.
(E nesta vida algumas ruas sempre se cruzam...até mesmo quando o mapa não faz sentido, velhos endereços de uma cidade fatasma, aqui dentro de mim.)

sábado, 15 de agosto de 2009

Cuidado! Não transpasse a linha amarela.

(Estação Ana Rosa)

Quando se quer muito uma coisa, quando realmente está afim, mas o seu querer não depende somente da sua vontade, depende também da vontade dos outros. Ai, essa sua vontade é algo mais explícito, explícita demais... Transparente. Mas a vontade dos outros é algo um tanto quanto velada, mas cheia de pequenas coisinhas que indicam algo, mas os sinais, por hora, são confusos, misturados, oscilantes e inseguros. O que se faz? Espera-se, não se espera. Cansa-se e vai? Aflições por algumas coisas que não tenho controle me irritam um pouco, ansiedade é algo que não sei lidar.

Como saber quando devemos e quando não devemos cruzar a linha amarela?

(Pelas pontas machuca, mas pela base, mais perto, é bom)