Incrível como as coisas mudam no caminhar dos ponteiros do relógio, tudo que nos cerca pode ir de castelos a ruínas num simples mover de casas. Talvez seja um tanto quanto ingênuo achar que as coisas devem e vão manter se em sua tediosa constancia. (Nem sempre este tédio é algo ruim, prefiro o tédio que estava ao caos que se torna). Sempre acreditei em minha própria flexibilidade, mas certas vezes creio que num girar, girar, caminhar, mover e girar, again, me pego em meio minha própria tontura, perdido entre coisas que giram em meus e meus pensamentos. There are some things that are just too banal for me to take knowledge of. But to live certain dramas and to live life the way it becomes, sometimes is unavoidable.
Não vou parar para discutir coisas que fogem de minhas próprias mãos ou do controle “divino” do que é e do que se torna, realmente há coisas e acontecimentos que não controlamos. E às vezes manter-se ao lado observando é o que podemos fazer. Most of times we need to turn our backs to things and persons. Times I do feel the need to take the second option, just walk away, it does hurt less.
Sinto-me sim às vezes desapontado com as pessoas em geral e principalmente com as pessoas que amo, mas isso. Creio que é minha própria culpa. Talvez por esperar, outras atitudes, talvez por acreditar demais, que as pessoas sejam diferentes ou que se tornem melhores a cada dia como eu mesmo tento. Call me naive, but it is the way I am. I’m a believer, and because of that sometimes I do have to swallow (don’t be a smart ass).
Bem, a verdade é que às vezes temos que nos proteger da maneira que encontramos e seja ela qual for às vezes é única maneira de manter um pouco de sanidade ou controle de suas próprias coisas, vida e ações. É se garantir de futuros constrangimentos e decepções. Eu não sou muito de ficar remoendo fatos e acontecimentos, sigo meu caminho vagaroso como o caminhar dos intermináveis segundos. Um risquinho a cada passo. E raramente tomo a decisão de nunca mais olhar para trás e quando o faço é pra valer. (Dicótomo). Whatever I was, whatever I became and will become it is a different history. Cause life will continue in the stillness silence or unavoidable chaos.
Stillness Of Heart
I'm out here on the street
There's no one left to meet
The things that were so sweet
No longer move my feet
But I keep trying
I keep on trying
All that I want is
Stillness of heart
So I can start
To find my way
Out of the dark
And into your heart
I got more than I can eat
A life that can't be beat
Yet still I feel this heat
I'm feeling incomplete
What am I buying?
My soul is crying
2x
All that I want is
Stillness of heart
So I can start
To find my way
Out of the dark
And into your heart
Where's the love?
What is this world we live in?
Where's the love ?
We've got to keep on giving
Where's the love ?
What happened to forgiving ?
Anyone ?
All that I want is
Stillness of heart
So I can start
To find my way
Out of the dark
And into your heart.
http://www.goear.com/listen/9f63f3e/stillness-of-heart-lenny-kravitz
Thunderstorms, dreams and conversations.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Uma formiguinha "legal" pra caramba
Outro dia em pé no jardim da casa de minha mãe com meu sobrinho. Enquanto eu olhava os pássaros brincarem nos galhos das arvores, meu sobrinho agachou-se e atentamente colocou-se a olhar as formigas andarem de um lado para outro em uma fila retilínea, percebi então que num flash ele movimentou sua cabeça para cima em minha direção como quem queria dizer algo.
Está tudo bem? Perguntei.
Sim tio, estava só pensando em como as formiguinhas são legais.
Sério, o que te levou a essa conclusão? Questionei intrigado com a observação.
Veja só tio, apontou para o chão. Aquela formiguinha está carregando nas costas sua amiguinha que está cansada.
Quase soltei um sorriso sonoro, mas me contive apenas com um pequeno sorriso no canto da boca... mesmo não sendo um especialista no assunto, imaginei, que aquela “generosa” formiguinha que carregava a outra, tinha, talvez uma segunda agenda: comer a outra que por algum motivo qualquer já não podia mais trabalhar ou então, talvez, usá-la de adubo em sua plantação de micro fungos.
Do segundo que me ocorreu este pensamento até o meu leve levantar de canto de boca, pensei também que não deveria desmentir o nobre pensamento do meu pequeno sobrinho sobre a solidariedade para com os iguais. Disse a ele, apenas, que aquela pequenina formiga devia ser um cara legal pra caramba.
(As pessoas, (na sua maioria), estão interessadas apenas em sua própria felicidade, não conseguem nem se alegrar com a felicidade dos outros, creio que, felicidade alheia, causa uma certa inveja na verdade)
Está tudo bem? Perguntei.
Sim tio, estava só pensando em como as formiguinhas são legais.
Sério, o que te levou a essa conclusão? Questionei intrigado com a observação.
Veja só tio, apontou para o chão. Aquela formiguinha está carregando nas costas sua amiguinha que está cansada.
Quase soltei um sorriso sonoro, mas me contive apenas com um pequeno sorriso no canto da boca... mesmo não sendo um especialista no assunto, imaginei, que aquela “generosa” formiguinha que carregava a outra, tinha, talvez uma segunda agenda: comer a outra que por algum motivo qualquer já não podia mais trabalhar ou então, talvez, usá-la de adubo em sua plantação de micro fungos.
Do segundo que me ocorreu este pensamento até o meu leve levantar de canto de boca, pensei também que não deveria desmentir o nobre pensamento do meu pequeno sobrinho sobre a solidariedade para com os iguais. Disse a ele, apenas, que aquela pequenina formiga devia ser um cara legal pra caramba.
(As pessoas, (na sua maioria), estão interessadas apenas em sua própria felicidade, não conseguem nem se alegrar com a felicidade dos outros, creio que, felicidade alheia, causa uma certa inveja na verdade)
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Essa mentira é a mais pura verdade.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Todos se vão...
Enquanto sentada naquela mesa da calçada; observava o mundo acontecer ao meu redor, segurando o copo de meu trago em uma mão e um cigarro em outra, olhava o laranja do meu isqueiro se confundir com as lanternas dos carros que, em direção contrária, se vão.
Pensava na inconstância das coisas, das amizades, amores e a impossibilidade dos acontecimentos, me questionava se eu realmente estava ali, se aquilo tudo não era apenas um devaneio de minhas ilusões, tantas. A conversa dos amigos não conseguia me distanciar de meus pensamentos, não queria ser profunda em nenhum comentário, apenas me limitava a breve introduções de minha opinião, com respostas curtas a longas perguntas.
Este mundo tem me consumido lentamente em lembranças que não me deixam desistir de mim mesma. Observo a tudo como quem vê a vida pela primeira vez, mas lembro de tudo, de tudo com se fosse a priemira vez. Dos quais, telefones eu liguei, encontros eu marquei e de todos que enrijeceram meus mamilos, suas línguas quentes que entraram no mais profundo de mim, mas lá no fundo, mesmo, de verdade; Este aqui em meu peito, não, quantos ficaram? Um arquear, tensão, suor, respiração ofegante, alívio, mas fazer bater, de verdade, não sei dizer.
Sinto-me fria como mármore embora seja quente como uma noite de verão, talvez até mais do que deveria ser, quando me dou, me dou de verdade, mas quantos eu tive e quantos me tem? Não fujo de nada, mas tenho muita pressa, pressa em conhecer e em fazer tudo que sinto vontade e que faz-me sentir viva, mas agora neste momento, sentada nesta mesa em uma calçada, estou parada meio que inerte, nada de ações ou palavras apenas observo a luz vermelha das lanternas dos carros que se vão enquanto se misturam a cor laranja de meu isqueiro e seguro meu trago em uma mão e meu cigarro em outra.
(Se fosse escolher ser alguém, mesmo amando quem sou, talvez escolhece ser você)
Pensava na inconstância das coisas, das amizades, amores e a impossibilidade dos acontecimentos, me questionava se eu realmente estava ali, se aquilo tudo não era apenas um devaneio de minhas ilusões, tantas. A conversa dos amigos não conseguia me distanciar de meus pensamentos, não queria ser profunda em nenhum comentário, apenas me limitava a breve introduções de minha opinião, com respostas curtas a longas perguntas.
Este mundo tem me consumido lentamente em lembranças que não me deixam desistir de mim mesma. Observo a tudo como quem vê a vida pela primeira vez, mas lembro de tudo, de tudo com se fosse a priemira vez. Dos quais, telefones eu liguei, encontros eu marquei e de todos que enrijeceram meus mamilos, suas línguas quentes que entraram no mais profundo de mim, mas lá no fundo, mesmo, de verdade; Este aqui em meu peito, não, quantos ficaram? Um arquear, tensão, suor, respiração ofegante, alívio, mas fazer bater, de verdade, não sei dizer.
Sinto-me fria como mármore embora seja quente como uma noite de verão, talvez até mais do que deveria ser, quando me dou, me dou de verdade, mas quantos eu tive e quantos me tem? Não fujo de nada, mas tenho muita pressa, pressa em conhecer e em fazer tudo que sinto vontade e que faz-me sentir viva, mas agora neste momento, sentada nesta mesa em uma calçada, estou parada meio que inerte, nada de ações ou palavras apenas observo a luz vermelha das lanternas dos carros que se vão enquanto se misturam a cor laranja de meu isqueiro e seguro meu trago em uma mão e meu cigarro em outra.
(Se fosse escolher ser alguém, mesmo amando quem sou, talvez escolhece ser você)
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sábado, 13 de novembro de 2010
Amontoa aí vai!
Eu sinto muita saudade, saudade dos amigos distantes, dos amores antigos, das casas onde morei, das vizinhanças que conheci, das músicas que marcaram de alguma forma algum “time” que passou, daquela calça jeans que de tão surrada tive que me desfazer, saudade dos dias de menino, dos dias de namorado, das conversas jogadas fora em mesas de bares, dos dias suado por dançar num club, coca gelada na manhã de ressaca, tomar sol sem me preocupar com envelhecer da pele, ou da chuva que não era tão ácida, saudade da pele que tinha, da ingenuidade que perdi, das Augustas e Catherines, das pessoas que partiram pra sempre, das pessoas que não falo com freqüência, dos lugares que demorarei a ir de novo, do tempo perfeito naquele tempo que não volta.
Mas creio que envelhecer é assim, quando consciente de tudo que vivi e agradecido por todos que passaram e tudo que vi e fiz e até mesmo dos meus erros. Vivo com saudade. E me pego rindo de piadas antigas, sentido cheiros de coisas “antigas”, de gosto de beijos roubados. Cigarro e suor. E embora sentir saudade às vezes doa. Sentir saudade me dá a sensação que pra onde quer que eu vá ou o que quer eu faça eu tenho boas referências de um monte de coisas e sentir saudade deixou de ser pesado, sentir saudade passou a ser algo mais profundo do que apenas sentir falta de alguma coisa ou alguém, sentir saudade, aquele arrastar irritante do giz na lousa, virou dar valor cada vez mais a tudo que tenho, as novas pessoas que chegam, as novas coisas que conheço, os novos lugares que vou. E assim vou vivendo, amontoando em volta de mim novas coisas e, claro, perdendo outras, como num vicioso ciclo (un)natural que se transforma e se renova trazendo e levando novas histórias, novos lugares, outras coisas, algumas pessoas e mais saudade.
Mas creio que envelhecer é assim, quando consciente de tudo que vivi e agradecido por todos que passaram e tudo que vi e fiz e até mesmo dos meus erros. Vivo com saudade. E me pego rindo de piadas antigas, sentido cheiros de coisas “antigas”, de gosto de beijos roubados. Cigarro e suor. E embora sentir saudade às vezes doa. Sentir saudade me dá a sensação que pra onde quer que eu vá ou o que quer eu faça eu tenho boas referências de um monte de coisas e sentir saudade deixou de ser pesado, sentir saudade passou a ser algo mais profundo do que apenas sentir falta de alguma coisa ou alguém, sentir saudade, aquele arrastar irritante do giz na lousa, virou dar valor cada vez mais a tudo que tenho, as novas pessoas que chegam, as novas coisas que conheço, os novos lugares que vou. E assim vou vivendo, amontoando em volta de mim novas coisas e, claro, perdendo outras, como num vicioso ciclo (un)natural que se transforma e se renova trazendo e levando novas histórias, novos lugares, outras coisas, algumas pessoas e mais saudade.
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quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Aquele cotidiano
Todo dia ele fazia tudo sempre igual. Acordava às sete da manhã não porque precisasse, mas porquê ele queria, fazia uma pequena rotina de exercícios de yoga, tomava banho, secava seus cabelos, vestia sua roupa, arrumava suas coisas e tomava seu café com leite e comia torradas com manteiga enquanto assistia o jornal.
Entre a internet e a TV, fumava um cigarro e tomava mais café. Colocava sua carteira no bolso, pendurava sua mochila nas costas, pegava suas chaves e saia de casa rumo ao trabalho, andava alguns bons metros até o metrô, descia e pegava um ônibus. Descia um ponto antes do ponto mais próximo ao trabalho para poder fumar um cigarro antes de entrar.
Chegava ao trabalho, ligava seu computador recebia os up-dates de tudo, descia tomava uma xícara de café preto e trabalhava, trabalhava e trabalhava. Saía correndo do trabalho no final da tarde andava até o ponto de ônibus e pegava um, até a faculdade.
Descia três quarteirões antes, pois ali era o ponto mais próximo de sua escola, no caminho fumava mais um cigarro, às vezes encontrava alguém pelo caminho com quem ia conversando. Mas na maioria das vezes descia sozinho a rua.
Chegando à faculdade passava antes pelo banheiro, lavava o rosto e as mãos, ia até o bebedouro enchia sua garrafa d’água e seguia pra mesa de sempre na cafeteria onde seus amigos estavam. Conversava sobre tudo, banalidades, piadas, trabalhos.
No final das aulas corria para o ponto de ônibus e dali pra frente estava só de novo, corria pra chegar em casa, para descansar porque no dia seguinte sabia que faria tudo isso de novo.
E assim dias foram transformando-se em semanas e as semanas se fizeram meses, mas em um desses dias no caminho entre o banheiro e o bebedouro da faculdade ele cruzou com seus olhos azuis, pele branca, cabelos dourados e seus lábios rosados. Sentiu algo por dentro que não sabia dizer exatamente o que era, era como um lento-arrastar-de-asas pelo seu rosto, era uma antecipação de algo que ele não previa acontecer, sentia uma violenta pressa em correr todos os dias para que chegasse a hora de se encontrarem novamente, sentia que nada faria sentido dali pra frente. Sabia que daquele dia em diante tudo estava perdido.
(TORG)
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