terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Tec...tec...tec.


Fazia o ponteiro, passando de um interminável segundo ao outro.
Tec...tec...tec.

Passaram-se apenas seis segundos das quatro horas da madrugada.
Tec...tec...tec.

Nove segundos, lá fora um silêncio que me dava náusea, decidi levantar e ligar a TV...

Tec-nada-tec-de-tec-bom-tec-passando-tec-essa-tec-hora-da-madrugada-tec.

Peguei então um livro pra ler, mas mesmo Anaïs Nin estava tec-boring-tec e não dava sono.

Leite morno, talvez... Nada. Tec e tec multiplicando-se até as seis da manhã.

Já sei! Peguei uma apostila de contabilidade, agora vai.

Primeira pagina, antes do final...tectectectectectec...sono finalmente veio.

Fui dormir e logo em seguida, trim, trim, trim...nove horas o relógio despertou.

Terei um longo dia de zumbi pela frente.

Tec...
Tec...
Tec...

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